CONSIDERAÇÕES DE BOWLERS

(por Décio Abreu*)
*Original publicado no site Boliche Online

Vejam, antes das minhas considerações, estes bons comentários do Igor Pizzoli (SP): (…) E olha que eu nem falei de óleo… o Caio viu o que estavam fazendo na Colômbia. Tinha um monte de crianças e adolescentes treinando e nem se importavam com óleo e coisa assim, estavam treinando seta, break, pino isolado, saque, ou seja, muitas outras coisas além de região por causa do óleo.

Tudo bem que eles também tem um incentivo da Federação, porém eles pagam para isso também. Tem uma mensalidade para poder jogar no centro de alto rendimento deles, que é bem estruturado, porém com as coisas muito simples.

Olha, nessa época tinha Campeonato Brasileiro Individual Juvenil com duas divisões com 24 jogadores cada.

Jogavam Fábio Rezende, Dudu Kato, Junior Kato, Igor Pizzoli, Caio Pizzoli, Juliano Oliveira, Rodrigo Pinto, Fábio Soares entre outros, ou seja, muito mais que hoje em dia e com condições de representar bem o país lá fora, ou estou errado?

O que quero dizer é que houve uma divulgação antecipada de como seria a convocação. Se foi certo ou errado, é outra coisa. E tem mais, foi uma seleção completa, técnico e com tudo pago, coisa que hoje não há.

Desculpe-me, você não se classificaria com todos esses que citei e alguns outros que deixei fora se fosse para a disputa. Todos estavam jogando muito. Tinha o Bruno Bonder também.

Só para citar algumas conquistas dessa geração: Fábio Rezende medalha no Pan Rio 2007. Igor Pizzoli, Fábio Rezende, Juliano Oliveira e Fábio Soares chegaram em 4.º no Campeonato Mundial Juvenil em 2000, na fase de equipes, coisa que poucos falam. Todos ganharam medalhas internacionais para o Brasil, portanto acho que fracos não eram, né?

Legal. Concordo com tudo. Acho que todo esporte tem que ter um centro de formação de valores, principalmente para jovens. Tanto acredito nisto que organizamos torneios para iniciantes, já tivemos monitores, escola de boliche, incentivos para o esporte, palestras e visitas de escolas. E levei meu filho para a Kegel.

O que acontece, entretanto, é que os jogadores médios em todo o mundo estão desaparecendo, e a nova geração de alto rendimento, que gosta de treinar break, saque e seta não vai suprir esta perda.

Perda séria de arrecadação para as fábricas de bolas, para os boliches (no Brasil temos uma situação bem particular de mercado, os poucos boliches sobrevivem de público, mas nos EUA e outros países, as casas precisam das ligas), para as fábricas de boliches (AMF, Brunswick, por exemplo), para o USBC, para os patrocínios e verbas das diversas federações no mundo.

A importância dos jogadores médios pode se notar no comentário do Igor também no plano esportivo de alto rendimento e medalhas internacionais. Vejam, os nomes citados por ele eram juvenis naquela época que aderiram ao boliche porque cresceram vendo seus pais gostando do esporte.

Porém, Juliano Oliveira, Caio Pizzoli, Igor Pizzoli, Bruno Bonder, Fernando e Fábio Rezende, citados por ele, além do Marcelo Suartz, são filhos de jogadores que não figuraram na seleção brasileira, nem mesmo na seleção estadual.

Não admira que agora não tenhamos juvenis na mesma quantidade e qualidade. O Bira Rezende (Birão), José Júlio, Vitor Bonder, Edson Suartz, Jefferson e outros pais de grandes valores, com rendimento médio, não tiveram reposição, só envelheceram como eu e a grande maioria dos praticantes de boliche no Brasil.

Nossa porta de entrada é muito estreita, e a de saída é maior e está escancarada. Não só aqui, mas em todo o mundo. Será que vamos insistir em uma trajetória comprovadamente trágica? O próprio Benê Villa, que admiro pessoalmente, como formador de novos valores e conhecimento técnico, jamais foi um jogador de ponta. Pena que você diz que não quer mais saber do Brasil, Benê, mas vejo que não desliga, seu coração não deixa.

Do grupo de jogadores de rendimento médio, ganhamos muitos valores, desde dirigentes, técnicos, proprietários de boliches, jogadores de alto rendimento e medalhistas internacionais. Desdenhar este grupo e somente focar no alto rendimento é, para mim, um erro crucial.

Décio G. de Abreu Filho

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2 Respostas para “CONSIDERAÇÕES DE BOWLERS

  1. Amigo Decio,
    Parabens pelo texto…
    Realmente nao desligo soh porque o coracao nao deixa…
    Abrazo

  2. Marcelo Suartz

    Ótimo texto Decião.
    Os atleta de ”ponta” ou de alto rendimento que temos no Brasil, se assim podemos chama-los, NÃO são a prioridade no momento.
    Prioridades são TODOS os atletas brasileiros que jogam boliche por pura diversão, para se livrar do stress, praticar o esporte que amam e se encontrar com os amigos. Esses atletas (90%) que temos que dar a prioridade, pois o número de bolicheiros no Brasil vem abaixando ano após ano.
    Quando tivermos um número razoável de jogadores federados, ai sim podemos pensar em alto rendimento, medalhas em mundiais, panamericanos, etc. Pois estes atletas que custeam as federações, confederação, viagens e treinamentos.
    Abraços e feliz ano novo,
    Marcelo Suartz

  3. Francisco Rocabado Ferreira

    Saludos para todos
    La presente va para aclarar algunos conceptos sobre el proceso colombiano en lo que se refiere al alto rendimiento
    lo primero que se hizo a diferencia de lo tradicional de los años 90 masificar y tener cientos de juveniles boleando sin profesores capacitados
    enseñando como medio jugaban 170 de promedio
    PORQUE NO SE PUEDE ENSEÑAR LO QUE NO SE SABE HACER
    se hizo una identificacion de talentos de 12 jugadores de 12 a 18 años
    haciendo 2 entrenamientos semanales de 1 hora con plan de trabajo
    plan evolutivo este grupo de talentos de la liga de bogota permitio que ganara todas las categorias sub 12 con promedio de 160 en 20 lineas y el sub 18 con 190 en 24 lineas
    asu vez otro grupo de 4 jugadores sub 23 de donde salieron los primeros stletas de competicion que ganaron el centroamericano juvenil y el americano juvenil en orlando florida
    lo que pueden ver se creo una escuela de jugadores a quien imitar y aplicando ese dicho OIGO Y OLVIDO VEO Y RECUERDO HAGO Y APRENDO
    el resto de los jugadores recibian las informaciones que se les daban en los cursos de alto rendimiento
    en los años 80 la estadistica era de nada a 190 de promedio
    no mas de 5 años hoy en dia de nada a 200
    no mas de tres años porque se aplican en el entrenamiento conceptos de biomecanica aplicada a nuestra disciplina con jugadores que ya juegan y no pueden evolucionar
    se comienza haciendo una evaluacion tecnica y luego un plan de trabajo dependiendo de sus objetivos
    el centro de alto rendimiento consta de 2 pistas de madera
    2 del sistema guardian y 2 de fibra fue inaugurada en el año 2000
    y fue un regalo que le hicieron a colombia los federaciones internacionales en reconocimiento a que habia sido el pais que mas habia progresado en el area americana
    este proceso se fue echando a perder porque llego gente que se subio al carro del triunfo
    LA VICTORIA TIENE MUCHOS PADRES LA DERROTA ES HURFANA
    los nuevos jugadores tuvieron que ir a evolucionar en universidades de USA wichita nebrasca meriland
    quedando un grupo de jugadores de 200 en hombres y190 en mujeres que con esos promedios
    no se gana nada a nivel internacional como lo pudieron comprobar en ultimo sudamericano interclubes
    que no pude asistir ya que me encotraba en argentina
    asistiendo al ultimo nacional de bowling
    agradeciendoles la participacion
    me despido sin antes recordarles que la bola inteligente no existe
    qie las perforaciones magicas no existen
    que los elementos no arreglan malos lanzamientos
    y la mala fundamentacion que todas las bolas son buenas si son bien lanzadas
    y usadas en el medio adecuado
    Francisco Rocabado Ferreira
    email frbowling@hotmail.com

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