A SÍNDROME DE DOWN E O BOLICHE

VENCENDO AS BARREIRAS DO PRECONCEITO
por Paula Tubino

Portadores de Síndrome de Down e de Déficit Intelectual escolhem boliche como entretenimento.

Ana Bastos tem 33 anos, namora há pelo menos quatro, recebe e envia e-mails diariamente, trabalha num atelier de bijuterias e adora boliche.

A rotina aparentemente normal pertence a uma portadora de déficit intelectual, em decorrência de Hemiparesia, resultado de seqüelas do parto. Alfabetizada e com uma vida social ativa, Ana sofre de um leve retardamento mental e convive diariamente com adultos portadores de Síndrome de Down.

Para comemorar seu aniversário, Ana escolheu reunir amigos e familiares no Striker Casual Bowling, centro de boliche no Píer 21, que conta com 16 pistas da mais alta tecnologia em boliche, restaurante, jogos eletrônicos e uma varanda com vista para o Lago Paranoá.

“Ana e os amigos adoram boliche e no Striker todos gostaram da comemoração, com opções variadas, jogos eletrônicos, para a geração mais nova e a parte do restaurante”, confessa Regina Maria Bastos, mãe da aniversariante.

A Casa abriu as portas no final do ano de 2010, com a proposta de oferecer entretenimento variado aos Brasilienses, sem deixar de lado questões como qualidade no atendimento e acessibilidade. “Estamos preparados para receber qualquer público, para isso investimos em estrutura, equipe e diversificação de serviços. No caso de cadeirantes, a circulação é facilitada, já que conta com rampas de acesso às pistas de boliche e elevador”, explica Mário Myamoto, Sócio proprietário do Striker.

Não existem estimativas para a população portadora de hemiparesia, mas falando em Síndrome de Down, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a cada 600 crianças que nascem no mundo, uma é portadora da doença.

Alguns projetos de inclusão abrem espaço para aos portadores de deficiência, assim como Organizações Não Governamentais (ONGs) voluntários, que desenvolvem trabalhos em paralelo, voltados para este público e clínicas especializadas neste atendimento, mas segundo Regina Bastos, a maior dificuldade ainda está atrelada ao preconceito social. “Eles precisam da socialização”, enfatiza.

Original publicado em 31.janeiro.2011 – 17:15 no site www.segs.com.br

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