ISTO É STRIKE BRASILEIRO!

Strike brasileiro
(por Francisco Alves Filho da Revista IstoÉ)

(* as correções do Boliche Online estão em negrito)

Esporte de pouca tradição no Brasil, o boliche terá competidores nacionais nos Jogos Pan-Americanos pela primeira vez novamente – e com chances de medalha

Para a maioria dos brasileiros, o ato de impulsionar a bola pela pista em direção a oito dez pinos de madeira não passa de uma modalidade de lazer. São poucos os que encaram o boliche como esporte, e é ainda menor o grupo dos que são profissionais federados nesse tipo de competição.

Quatro desses raros espécimes conseguiram um grande feito inédito: classificaram-se o Brasil para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México.

Na eliminatória disputada em março, Marcelo Suartz, Márcio Vieira, Stephanie Martins e Marizete Scheer alcançaram o índice que pode mudar a trajetória desse esporte no País. “Espero que conquistemos uma medalha. Isso ajudaria a alavancar patrocínios por aqui e tornar a modalidade mais profissional”, diz Suartz, 23 anos, que foi eleito o melhor jogador universitário dos Estados Unidos na temporada 2010/2011.

Lá, onde atualmente mora, estuda e integra a equipe Warriors, os jogos atraem grande interesse de público. Situação bem diferente do Brasil. “Aqui, somos amadores. A prática competitiva está em fase de implantação”, define Geraldo Couto, presidente da Confederação Brasileira de Boliche.

Os competidores têm que arcar com gastos praticamente no mesmo patamar do tênis. “Cada atleta tem que desembolsar cerca de US$ 3 mil”, diz Couto. “Somente as bolas custam US$ 300 cada uma e o jogador tem que ter pelo menos seis.”

A cada seis meses, esse estoque de bolas deve ser renovado. Por isso, o apoio dos patrocinadores seria fundamental para alavancar o boliche. A principal agremiação nacional a apoiar o esporte é o Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, onde o campeonato interno tem 1,2 mil participantes.

Numa pesquisa realizada há seis anos (a última), a confederação contabilizou, no Estado de São Paulo, 600 mil jogadores eventuais de boliche e dois mil profissionais.

No Rio de Janeiro, o clube que mais se destaca é o Vasco da Gama. Não se sabe quantos praticantes existem em todo o País.

Apesar disso, os atletas brasileiros conseguiram a classificação para o Pan. E a esperança de medalha não é um sonho irrealizável. Márcio, Stephanie e Marizete são boas apostas, mas é ­Suartz que está no nível dos maiores craques do planeta.

NO TOPO: Craque nacional, Marcelo Suartz é hoje o oitavo melhor jogador do mundo

Há três anos, ele tornou-se o oitavo melhor jogador de boliche do mundo. Ultimamente, tem demonstrado sua destreza enfrentando os americanos. “Seja no aspecto tático, seja no técnico ou psicológico, estou preparado para representar bem o Brasil”, afirma. Basta agora a tor­cida fazer a sua parte, vibrando a cada strike.

(original publicado no site da Revista IstoÉ)

COMPORTAMENTO |  N° Edição:  2185
23.Set.11 – 21:00 |  Atualizado em 26.Set.11 – 22:54 
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