2011: ANO DE VITÓRIAS E REFLEXÕES NO BOLICHE

Resultados belíssimos na pista, mas ainda se evolui pouco fora dela

Original publicado no site AHE! por Marcio Menezes (Salvador/BA)
Para quem não me conhece, sou Marcio Menezes, 30 anos. Formado jornalista há nove anos, bolicheiro há 17, por influência de meus avós, que estão entre as maiores referências do esporte mesmo falecidos há muitos anos. Ex-redator/editor do Globoesporte.com e do Diário L!, tenho algumas conquistas no boliche – esporte que escolhi para a minha vida e no qual estou, há alguns anos, entre os 20 primeiros do ranking nacional.
Com esse privilegiado espaço que se abre no Portal AHE!, espero poder oferecer a você, leitor, uma oportunidade de conhecer o boliche como esporte, apresentando as feras e as competições (nacionais e internacionais), explicando os detalhes da modalidade e discutindo, sempre em alto nível, os caminhos para que o Brasil cresça perante as grandes potências.

Lá se vai 2011. Para o boliche brasileiro, um ano especial. De um lado, conquistas relevantes de nossos atletas em âmbito continental. Por outro lado, as dificuldades encontradas por todas as federações para expandir o esporte e alguns velhos problemas de infra-estrutura que, esperamos, sejam combatidos no ano que se aproxima.

Na pista, o destaque maior foi a brilhante medalha de bronze de Marcelo Suartz no Pan de Gualajara. Segunda medalha do boliche na história dos Jogos, a premiação do nosso Pedregulho encheu os bolicheiros brasucas de orgulho e serviu como amostra de tudo o que ele ainda pode conquistar. O Pan nos deu outros resultados honrosos. Stephanie Martins – que fez história ao eliminar a PBA Kelly Kulick – e Marizete Scheer foram às quartas-de-final. Nas duplas masculinas, Marcelo e Marcio Vieira bateram na trave pela medalha: quarto lugar.

A satisfação com os resultados, modestos para alguns, se dá quando lembramos que havia jogadores profissionais na disputa (com figurinhas carimbadas na PBA, a Liga Profissional Americana) e países cujo nível de estrutura e apoio está anos-luz à nossa frente.

Outro grande momento do boliche brasileiro no ano aconteceu um pouco antes, em junho, no Sul-Americano de Clubes. Em Bogotá, na Colômbia, o Pinheiros foi vice-campeão, com Stephanie Martins, Roberta Rodrigues, Igor Pizzoli e Marcelo Suartz. Roberta foi vice do all-events (média individual) e campeã de Masters, assim como Igor, que brilhou no mata-mata. Marcelo já mostrava que teria um ano fantástico ao vencer o All-Events.

Por outro lado, continua muito difícil a vida do jogador de boliche, seja ele ponteiro ou não. Embora o louvável esforço político da Confederação Brasileira de Boliche (CBBOL) tenha viabilizado o desenrolar de Bolsas-Atleta que estavam travadas há tempos, muitos problemas persistem, como a desorganização das entidades que gerem o esporte, a falta de projetos de incentivo aos juvenis e ao crescimento das federações, sem contar a inexistência de um plano de desenvolvimento nacional, pautado na busca de parceiros e em ações de marketing e comunicação.

Forte abraço,
Marcio Menezes

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