“NUNCA LEVE SUA GAROTA AO BOLICHE” (1966)

Pedro Paulo (1966)

Esta música fez sucesso nos anos da Jovem Guarda na década de 60, foi composta e cantada pelo artista Pedro Paulo. Nessa época várias casas de boliche tinham artistas de sucesso como sócios, como Elis Regina e Roberto Carlos, e também jogadores de futebol, entre outros.

Atualmente o sessentão Pedro Paulo faz shows em bares da Flórida, nos Estados Unidos.

Pedro Paulo Carvalho, continua na ativa artisticamente, agora cantando no Café Mineiro e tocando a sua guitarra pelos bares da Flórida. Pedrão, como os amigos o chamam, é um “famoso anônimo”. Ele já gravou dez discos no tempo da Jovem Guarda, viu a Bossa Nova nascer, teve suas músicas tocadas nas rádios do Brasil, e creiam, conta no currículo com parcerias com Raul Seixas, Paulo Coelho, e outros.

No final dos anos 50, ele já pensava em se profissionalizar, mas a glória mesmo viria das noites no boliche, onde conheceu Luís Fernando, dono da Rádio Nacional. De um fato corriqueiro compôs Nunca Leve Sua Garota ao Boliche. “Eu tinha visto um rapaz que levou a namorada ao boliche e veio um outro rapaz e tomou a namorada do garoto. Então eu resolvi fazer essa música”, revela.

E naquela época todos os pensamentos dos garotos alienados eram garotas. “A gente só pensava em meninas; fazia música para as meninas; trabalhava para as meninas. Tinha uns caras que entravam na luta política, mas eu era alienado mesmo. Não queria saber de nada disso”, diz Pedrão.

Da fixação por meninas veio a música que foi levada às rádio por Luís Fernando. A música estourou e o Luís Fernando levou o músico até a gravadora CBS, que imediatamente contratou Pedrão. Veio o primeiro compacto. “Aquela era a época dos compactos simples, com uma música só”, relembra. Na CBS gravaria ainda 6 discos – os outros 4 foram em outra gravadores-, alguns com músicas de destaque. Também fez parte, na década de 60, da banda Renato e Seus Blue Caps, onde substituiu Michael Sullivan.

Em 1971 o artista resolveu mudar de rumo. Tinha presenciado o surgimento da Bossa Nova, cantando nos mesmos clubes que Roberto Carlos – quando o rei estava começando – e havia tocado nas rádios do Brasil inteiro enquanto viu a banda do Chico Buarque passar, o Geraldo Vandré falar das flores e feito parceria com Raul Seixas. Era hora de se desprender do estilo e acompanhar as mudanças do cenário musical nacional. Gravou então Domingo Tem Maracanã, em 71, já partindo para a MPB.

A guinada não deu certo. Ele foi boicotado pela gravadora, segundo afirma, e o disco “não aconteceu”. Tentaria em 81 voltar ao mercado musical com uma parceria com Paulo Coelho – Um Alguém Chamado Suzana – mas não teve sucesso. Continuou fazendo shows, depois montou um grupo de samba show, Pedrão e a Explosão do Samba, com mulatas e passistas.

Com esse grupo fez shows em vários países, principalmente em hotéis. Em um desses shows, em Miami, no ano de 1992, viu sua vida sofrer outra mudança. “Eu vim fazer um show no Intercontinental, em Miami. Foi exatamente nos dias que o furacão Andrews passou por lá. E lá no hotel, vendo tudo devastado, eu resolvi fazer um show no lobby do hotel para levantar o ânimo dos hóspedes”, lembra.
A idéia deu certo e o gerente do hotel gostou tanto que quis manter o brasileiro por aqui. “Eu disse que só tinha um jeito de ficar: se ele desse green card para mim e para minha filha”, afirma.

O pedido foi atendido e durante os quatro anos seguintes Pedro tocava diariamente no hotel. Em 1996, já com a crise financeira se avizinhando, o cantor foi dispensado do hotel. Resolveu então ir à luta e buscar outros lugares para cantar. Desde então tem mostrado seu trabalho em bares e restaurantes de Miami a Delray Beach. A facilidade com idiomas lhe permitiu trabalhar com o público brasileiro, hispânico e americano. “Eu saio do forró e vou ao bolero, à MPB, sem traumas. Tenho o ouvido aberto, sem preconceito “, destaca o cantor, que mantém no seu repertório desde Dire Straits a Só Pra Contrariar, e executa os dois com a mesma dignidade. “Eu sei escolher o repertório que vai atingir o público”, completa ele, que passou a gosta de salsa e merengue desde que veio morar em Miami, e também aprendeu a passear pelo repertório popular hispânico e italiano.

(informações obtidas no blog AcheiUSA)

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