UMA HISTÓRIA EDIFICANTE SOBRE O “PODER DE CURA” DO BOLICHE

laura_perssonEquilibrando-se no approach

A história dE uma mulher que superou UM grave PROBLEMA FÍSICO e como o boliche ajudou-lhe a retomar SUA ROTINA

Laura Persson nunca estranhou os desafios que sua saúde lhe impôs, principalmente porque ela teve que conviver a maior parte de seus 59 anos com os transtornos dos portadores de Diabetes Tipo 1.

Então, quando um pequeno acidente feriu a perna dela em 2009, o que seria uma pequena lesão para a maioria das pessoas, para Laura foi muito mais grave. E o resultado foi dos piores: a parte inferior da perna direita dela teve que ser amputada. Porém, esta não é uma história sobre perdas, mas sobretudo sobre o ganhos na vida.

Laura e seu marido amam o esporte boliche. Ambos participam de duas ligas, e ela trabalha como secretária em uma delas, a Senior Marrymakers. A jornada de superação de Laura para voltar a ter qualidade de vida e encontrar uma forma de jogar boliche novamente exigiu-lhe um esforço gigantesco. Felizmente, ela tinha ao seu lado um grande e apaixonado fã, o marido Fred, que jamais a abandonou.

laura_persson

Para Laura, este período de provação foi  “o que lhe abriu os olhos, porque passou a  ver as pessoas e o mundo em torno de si de uma forma diferente.”

Nos primeiros cinco meses após sua amputação, Laura usou um andador para circular nas proximidades da sua casa. Logo percebeu o óbvio, que “a vida e o lugar onde vivemos não estão preparados para os portadores de deficiência.”

Quando ela resolveu passear em locais públicos usou uma cadeira de rodas, que só serviu para que descobrisse que vivia em um mundo de locomoção não apenas difícil, mas no qual “as pessoas não demonstram compaixão e carinho um pelo outro. Onde muitos estão com tanta pressa que não suportam esperar e atropelam as pessoas pelo caminho.”

Ela começou a se perguntar se constrangia o seu marido quando ele a empurrava na cadeira de rodas. Ele surpreendeu-se com a dúvida e respondeu que “o orgulho e amor que sentia por ela jamais o deixariam constrangido.” E completou dizendo que “se fosse preciso a conduziria pelo mundo todo.” Esse amor incondicional de Fred foi a chama que inspirou Laura a levantar-se daquela  cadeira de rodas e seguir em frente!

A partir de então, Laura estava determinada a voltar a andar. Aprendeu a fazer isso com uma  prótese na perna, a qual ela apelidou de “Moe”Com Moe ela logo voltou a andar, mas seria capaz de jogar boliche novamente?

O medo foi seu maior obstáculo. Laura temia levar tombos e se expor ao ridículo jogando boliche, e isso travou o seu retorno ao esporte que tanto amava. Ela explica que “Amputados como eu precisam reaprender a se equilibrar. Seu approach na pista foi o maior desafio de todos. Inicialmente tentou fazer o lançamento apenas com um passo na área de lançamento, mas isso não funcionou. Ainda tentou usar uma bola mais leve, mas também não conseguiu.

Ela ficava abatida e frustrada a cada tentativa, mas Fred não deixava de apoiá-la. Insistiram no difícil treinamento e readaptação até que Laura superou todos os obstáculos e recuperou tudo o que havia perdido com a amputação.

A forma de caminhar no approach que ela descobriu funcionou tão bem que até conseguiu voltar a jogar com sua bola preferida (14 libras e furação finger).

Desde então, ela só tem feito melhorar e continua evoluindo nas pontuações de suas partidas. Seu objetivo é recuperar sua média de 166. Atualmente sua média é de 152.

Graças ao apoio dos companheiros de liga, dos amigos e familiares ela mantém sua coragem, força e dedicação, principalmente com o amor e inspiração de seu marido. E suas palavras para aqueles que tiveram uma experiência semelhante e que precisam usar cadeira de rodas é “Não desistam!”. E para os demais ela aconselha, “Tenham calma – e mesmo que a vida passe rápido – arranjem tempo para ser solidários com o próximo.

laura_persson2

Fotos por cortesia de amigos e vizinhos de Magazine, Sonora, CA
Fotógrafo: Dave Bonnot

anna_littlesOriginal publicado na revista International Bowling Industry (fevereiro de 2013) por Anna Littles, escritora freelance do Bronx, New York, agora residindo em Santa Monica, Califórnia.

Anna@alittleLA.com.

Republicado com autorização:

Dear Mr. Teodoro,
It is our pleasure to give you permission to use the Laura Persson story for your website.  I don’t read Portuguese, but I see that your website is full of bowling information.  There might be a way for us to work together.
 
Thanks again for your interest, and I will contact you as soon as I have instructions on how to share the story with you.
 
Until then,
 
Jackie Fisher
fisher@bowlingindustry.com
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3 Respostas para “UMA HISTÓRIA EDIFICANTE SOBRE O “PODER DE CURA” DO BOLICHE

  1. Sérgio Sampaio

    Isso que é dedicação empenho e vontade,
    se meio mundo fosse assim como ela,
    não teria tanta gente desiludida no mundo.

  2. Nelson Luiz Campos Leite

    Muito inspirador, Bira.
    Parabéns pelo seu site e por suas matérias. A força interior motivacional leva as pessoas a superarem grandes barreiras. Com fé, perseverança e dedicação tenho visto “verdadeiros milagres” na vida, tal como esse. Deus deseja para todos (as) uma vida mais abundante e carece do apoio, da solidariedade e do companheirismo uns dos outros.
    Nelson Luiz

  3. Incrível.

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