Histórias da Copa Mundial de Boliche: O incrível Marc Du, jogador guianense

50th_WBC_qubicaamf_pqComo de costume estava navegando na internet, no lobby do elegante e confortável Hotel Orbis, na polonesa Wraclow (Breslávia), quando fui abordado por um competidor da Copa Mundial de Boliche, que se apresentou como Marc Du, vindo da Guiana Francesa.

Muito simpático e falante, ele começou a conversar em francês, quando o interrompi dizendo que não sabia falar essa língua, então ele disse: tudo bem, vamos falar em português… rs

Aí o papo rolou solto… ele contou sobre a vida na Guiana Francesa, que está relacionada nesta Copa Mundial como um país, mas na verdade é um “departamento ultramarino” da França, com pouco mais que 83.000 quilômetros de extensão e cerca de 250 mil habitantes, fazendo divisa com o nosso Amapá. Sua capital é Caiena.

Marc comentou que a principal fonte de renda dos guianenses é o centro espacial de Kourou, base de lançamento de foguetes e satélites da ESA (Agência Espacial Européia). O aluguel dessa base rende dividendos à administração local e seus muitos funcionários.

Ele disse que lá existem dois boliches AMF e cerca de 40 praticantes de boliche.

Interrompemos nossa animada conversa pois eu estava de saída para o boliche, para acompanhar os competidores brasileiros, Neuza e Renan, num treino livre à tarde.

Lá no Sky Bowling, reencontrei o Marc, ele se aproximou novamente e disse que queria pegar a bola dele e apontou para a pista onde estava jogando os húngaros, se não me engano. Estranhei a bola dele estar naquela pista, mas lá foi ele com gestos e algumas palavras em francês apontando que queria pegar sua bola que estava embaixo do retorno. E pegou. E era uma house ball, uma bola do próprio boliche.

Curioso, perguntei pra ele: Cadê sua bola, Marc?
Ele respondeu: Não tenho bola ainda, por isso estou jogando com essa azul, a qual me adaptei mais.
Como assim, você não tem bola própria?
E ele:  É que não me passaram as instruções completas para participar desse Campeonato, aí pensei que haveria bolas para os competidores. Aliás, só aqui fiquei sabendo que é preciso jogar com calça social e camisa polo, com meu nome, bandeira da Guiana e um monte de coisa.
Sem entender direito o rumo da prosa, questionei: E agora, o que você vai fazer?
E ele, tranquilamente, respondeu: Não tem problema, um amigo que fiz aqui vai me arranjar uma camisa polo e vou escrever à caneta o nome da Guiana nela, quanto à calça já comprei uma no shopping.
E a bola de jogo, Marc? Ah, vou jogar com a azulzinha mesmo, porque não adianta comprar uma bola e furar desse jeito especial que furam os profissionais. Ainda quero aprender mais antes de comprar uma bola prá mim.

E vamos pro jogo, que a competição começa já nessa terça-feira.

Quer acompanhar a jornada do incrível Marc Du?
Então clique no http://bit.ly/MarcGuiana

Marc, sua blue house ball e eu

Marc, sua blue house ball e eu

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